segunda-feira, 15 de janeiro de 2018

Comprar ou arrendar casa? Um dilema sem fim à vista

Gtres 
Continua a ser uma questão para um milhão de euros. Comprar ou arrendar casa para viver? Uma decisão difícil e que obriga a fazer muitas (mesmo muitas) contas. Arrendar casa era mais barato que comprar em 2007. Passados três anos, em 2010, a equação mudava. Compensava comprar outra vez. E agora? Em que ponto estamos?
A revista Dinheiro & Direitos, da Deco Proteste, voltou a pegar na calculadora e a fazer as contas, considerando para a análise um T2 com 100 metros quadrados (m2)e características semelhantes em cinco cidades: Lisboa, Porto, Braga, Castelo Branco e Faro. Em cada uma delas foram consideradas duas casas, uma para arrendar e uma para comprar.
Os preços altos para comprar casa, escreve a revista, estão a ser aliviados pelas taxas de juro dos créditos à habitação, graças à Euribor historicamente baixa, mesmo em valores negativos. Mas a estes valores é preciso somar uma série de custos: despesas com o processo de crédito, impostos, escritura, seguros, comissões bancárias. Depois, o valor do condomínio, das obras e mais impostos.
“Custa muito, literalmente, ser proprietário. Bem mais que ser arrendatário, a quem cabe pagar, basicamente, uma caução inicial e uma renda mensal, por norma atualizada todos os anos ao ritmo da inflação”, afirmam os autores do estudo, que avaliaram, ainda assim, todo o cenário, tendo em conta as condições a curto e longo prazo.

Comprar ou arrendar? Vamos a contas

No caso de Lisboa, para comprar uma casa precisas de 56.000 euros, 20% do preço de aquisição. A este custo deves somar gastos notariais e de registo, o Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis (IMT), o imposto de selo sobre o valor da aquisição (0,8%) e do crédito (0,6%) e ainda as despesas por conta das comissões iniciais referentes ao empréstimo. “A máquina de calcular não engana: o esforço inicial para comprar o ‘nosso’ T2 é 30 vezes superior ao arrendar a casa concorrente”, mas ainda assim este é apenas o princípio das contas que precisam de ser feitas. Há que comparar os custos mensais, anuais e aquilo que será poupado ao fim de 30 anos.
Feitas as contas ao mês, a fatura da compra é ligeiramente mais leve que a fatura da renda. E isto somando a prestação aos prémios anuais dos seguros de vida e multirriscos exigidos pelo banco e ainda as despesas com o condomínio. No caso das contas anuais, por causa do Imposto Municipal de Imóveis (IMI), obrigatório para quem compra casa, o arrendamento revelou-se menos caro. E ainda é possível deduzir no IRS 15% das rendas suportadas, com o limite anual de 502 euros. Mas ao fim de 30 anos, o estudo conclui, ainda assim, que comprar casa em Lisboa é mais vantajoso: gastam-se menos 50.000 euros.
Em Braga, por exemplo, também vale a pena comprar, mas por pouco. São 20 euros de diferença entre a prestação e a renda e 16.000 euros de poupança ao fim de 30 anos. No Porto e em Faro compensa comprar, pensando nos custos de curto, médio e longo prazo.

Veredicto: comprar casa? Sim, mas calma

“Comprar casa” saiu vencedora. Ainda assim nem só de contas “à prestação, ao IMI, aos juros e à renda se faz a escolha entre comprar e arrendar casa”, defendem os autores do estudo. A verdade é que arrendar vem com menos preocupações no presente. Um arrendatário está livre de várias despesas iniciais (IMT, imposto de selo, escritura, registos), periódicas (IMI e condomínio) e outras ocasionais, como obras de conservação do imóvel. Além disso, arrendar permite uma maior mobilidade. O arrendatário poderá mudar-se quando quiser, desde que avise o senhorio dentro dos prazos legais para o fazer.
Ainda assim, comprar pode significar menos preocupações no futuro. Se na idade da reforma o empréstimo ao banco estiver saldado, quem decidiu comprar terá uma casa e menos uma despesa.
fonte: Idealista News

Condomínios vão ser obrigados a declarar dívidas antes de vender imóveis

condominio
O novo pacto para a justiça entre agentes do setor imobiliário vai obrigar a que sejam declaradas dívidas do condomínio antes da venda de imóveis, segundo noticia o jornal Público. A versão preliminar do pacto, a que o matutino teve acesso, inclui 90 medidas e foi definido no seguimento de um pedido do Presidente da República, há 15 meses.

O pacto entre juízes, procuradores, advogados, funcionários e solicitadores foi assinado na passada sexta-feira, mas ainda não foi tornado público porque será primeiramente apresentado a Marcelo Rebelo de Sousa. Entre as principais medidas está a questão da declaração de dívidas, que implicará que, no momento da assinatura da escritura, a administração do condomínio apresente o valor das dívidas existentes.

O comprador terá de assinar uma declaração em que aceita as dívidas em questão. “A matéria das dívidas de condomínio necessita de regulamentação urgente” porque “tem impacto direto na economia, na vida das famílias, na situação dos imóveis e do mercado imobiliário e até na saúde das instituições financeiras”, segundo cita o Público.

Fonte: Economico

quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

Pirelli equipa Lamborghini Urus com P Zero

Pirelli equipa Lamborghini Urus com P ZeroA Pirelli é fã de supercarros. Que disso ninguém duvide. E agora que a marca se especializou na criação de produtos para veículos desportivos de exceção, volta a "atacar" mais um "monstro": o Lamborghini Urus.
Com a gama de pneus Super Sport, este Lamborghini é dos mais rápidos do mundo. O motor V8 de 4,0 litros permite-lhe cumprir o arranque dos 0 aos 100 km/h em 3,6 segundos e atingir uma velocidade máxima de 305 km/h.

Para que se possa ter uma ideia da sua velocidade, a Lamborghini já anunciou que deseja bater o tempo recorde para um SUV no circuito de Nürburgring já na próxima primavera. Este é um verdadeiro desafio para a Pirelli, que já desenvolveu três pneus (verão e inverno) para este touro enraivecido de 2,2 toneladas. Este novos pneus estão disponíveis com várias de medidas para jantes de 21", 22" e 23".
Fonte: Revista dos Pneus

Mudanças no crédito à habitação: fica a saber tudo sobre a FIN, que passa a FINE




Gtres2018 é ano de mudanças para o crédito à habitação. Uma das principais diz respeito às alterações na Ficha de Informação Normalizada (FIN). A FIN, como se sabe, é um documento essencial, dado que condensa toda a informação necessária ao cliente relativa ao produto que está a contratar. E o banco é obrigado a cedê-la.
Agora vai mudar. De FIN vai passar a FINE. Mas o que significa esta mudança para quem quer contratar um financiamento imobiliário? Neste artigo preparado para o idealista/news pela plataforma ComparaJá.pt explicamos-te todas as implicações desta mudança e o que deves ter em atenção.

Antes de mais… O que contém a “velhinha” FIN?

Tal como foi referido acima, a FIN contém todo o tipo de informação relativa ao empréstimo que se está a contrair. Mas, mais especificamente, que informação é esta? O documento, de cedência obrigatória por parte da instituição credora, contém o seguinte:
  • Características do contrato: desde o tipo de crédito à designação do mesmo, taxas de juro, montante total do empréstimo, prazos de reembolso, condições de utilização e garantias exigidas pela instituição financeira
  • Prazo da proposta: informações sobre a validade das condições apresentadas na FIN
  • Comissões e custos: todas as despesas bancárias aplicadas ao empréstimo
  • Informação de identificação do banco
A FIN é, portanto, essencial para conheceres a fundo a oferta do banco e, depois, compará-la com outras ofertas concorrentes que possam surgir.
É importante saberes também que, além disso, deves tomar conhecimento sobre a possibilidade de revogar o financiamento no prazo de 14 dias, bem como a hipótese de pedir uma cópia do contrato para ti.

Mas afinal o que significa a mudança para a FINE?

A Diretiva n.º 2014/17/EU transpôs para legislação nacional a diretiva europeia que transforma a Ficha de Informação Nacionalizada em Ficha de Informação Normalizada Europeia (FINE). Entrou em vigor no passado dia 1 de janeiro. Que mudanças traz?
O objetivo é haver uma uniformização destas fichas em toda a União Europeia, ajudando a que qualquer consumidor europeu possa ler a ficha de outro país. Tal como acontecia com a anterior FIN, há dois momentos distintos em que esta deve ser apresentada ao consumidor: na simulação do pedido de crédito em questão baseada na informação cedida e no momento da aprovação do financiamento, com as características associadas ao pedido final.
Uma das grandes mudanças da FIN para a FINE trata-se do dever do banco de facultar aos fiadores de crédito à habitação uma cópia da FINE e da minuta do contrato, bem como de prestarem quaisquer explicações pedidas pelos fiadores. Para além do mais, o fiador tem direito a um período de reflexão antes de assinar o contrato de crédito.
Mas há mais mudanças para 2018: por exemplo, a TAER vai passar a TAEG.
Fonte:Idealista News

terça-feira, 9 de janeiro de 2018

Investimento em imóveis foi o segundo maior em 11 anos

imobiliario
Já se sabe que o ano passado foi de recordes no imobiliário. Depois das casas e dos escritórios (ver texto em cima), estima-se que o investimento em imóveis (para rendimento ou para reabilitar) tenha sido o maior dos últimos 11 anos ou o segundo maior desde 2007, segundo dados da Cushman & Wakefield divulgados esta semana.

De acordo com a análise desta consultora, no ano passado “foram transacionados aproximadamente €1800 milhões em ativos imobiliários comerciais”, ou seja, mais do que os €1300 milhões de 2016 e quase tanto como o recorde de €1900 milhões de 2015. Antes disso, entre 2007 e 2014, os valores oscilaram apenas entre €650 milhões e €1200 milhões.

Contudo, para a JLL, que também esta semana divulgou resultados, o valor de investimento em 2017 chegou mesmo a atingir os €1900 milhões. Para a responsável de estudos da Cushman & Wakefield, Marta Esteves Costa, esta diferença explica-se porque “os nossos critérios não consideram ativos que mudaram de mãos dentro de um próprio grupo, por exemplo, se o fundo de pensões da EDP vender um imóvel ao Grupo EDP”.

RETALHO ATRAI MAIS DINHEIRO
De todos os segmentos do imobiliário comercial, o que atraiu mais dinheiro em 2017 foi o retalho, ou seja, a compra e venda de lojas de rua e centros comerciais. De acordo com os mesmos dados da Cushman & Wakefield, no ano passado foram investidos €730 milhões neste tipo de ativos, sendo o maior negócio as compras do Fórum Coimbra e do Fórum Viseu por €230 milhões.

Este interesse dos investidores não é de admirar, dado o “dinamismo” deste segmento de mercado nos últimos anos, principalmente das lojas de rua, que começaram de novo a ganhar maior peso, por via do crescimento da reabilitação urbana. Só no ano passado foram arrendadas 705 lojas, num total superior a 200 mil m2, adianta a consultora Cushman & Wakefield.

Aliás, foi precisamente por causa deste aumento da procura que as rendas dos melhores espaços e em melhores localizações subiram para os valores mais elevados de sempre. No Chiado, chegaram aos €120 por m2/mês, segundo a Cushman & Wakefield. Ou aos €130 por m2/mês, de acordo com a JLL. Já na Baixa de Lisboa, as rendas alcançaram os €105 por m2/mês, diz a JLL. E na Rua de Santa Catarina, no Porto, atingiram os €62,5 por m2/mês, segundo a Cushman & Wakefield. Por fim, as rendas das melhores lojas em centros comerciais oscilaram entre os €100 e os €120 por m2/mês.

Contudo, apesar de 2017 ser mais um ano positivo neste segmento, para a Cushman & Wakefield a área das lojas arrendadas em 2017 esteve em linha com a do ano anterior, o que mostra uma certa estabilidade em vez de uma evolução. “O retalho está a tentar perceber o que vai acontecer com o aumento das vendas online e já começam a haver menos lojas nos planos de expansão das marcas. Nos EUA já se nota muito isso, também por causa do crescimento da Amazon. Aliás, até me admira que não se estejam já a arrendar menos lojas”, diz ao Expresso o diretor-geral da Cushman & Wakefield, Eric van Leuven.
 
Fonte: Expresso

segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Prestação da casa desceu 50% em nove anos

Gtres
Quem pediu dinheiro emprestado ao banco para comprar casa tem visto a prestação baixar, devido à descida das taxas Euribor, que servem de referência ao crédito à habitação em Portugal. Nos últimos nove anos, a mensalidade a pagar caiu para metade.
Segundo o Correio da Manhã, que se apoia em contas feitas pela Deco, uma família que contraísse um empréstimo de 150.000 euros a 30 anos em setembro de 2008, com um spread de 1%, ficava com uma prestação mensal de 920,55 euros. Nove anos depois, em dezembro de 2017, por um financiamento idêntico, o valor a pagar desce para 464,01 euros – são menos 456,54 euros.
Uma diminuição que reflete a descida da taxa Euribor a seis meses, a indexante mais usada no país para efeitos de créditos à habitação – o seu valor mais elevado foi registado em setembro de 2008 e o mais baixo em dezembro do ano passado.
Um cenário que deve, no entanto, mudar de figura já este ano, com a previsível subida das taxas de juro no segundo semestre, escreve a publicação.
Fonte: Idealista News

quarta-feira, 3 de janeiro de 2018

Saiba o que muda com as novas regras no crédito hipotecário

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O crédito à habitação e outros créditos hipotecários têm novas regras. O Banco de Portugal criou um descodificador para ajudar a perceber as alterações:

Contratos abrangidos pelas novas regras

Crédito à habitação com garantia hipotecária

Crédito à habitação sem garantia hipotecária

Outros créditos garantidos por hipoteca ou por outra garantia equivalente habitualmente utilizada sobre imóveis

Locação financeira de bens imóveis

Consumidores e fiadores passam a receber a ficha de informação normalizada europeia – a FINE
As instituições de crédito têm de disponibilizar ao consumidor a ficha de informação normalizada europeia (a FINE), que vem substituir a FIN (ficha de informação normalizada).

A FINE descreve as principais caraterísticas do crédito.

Tal como já sucedia com a FIN, a FINE deve ser disponibilizada ao consumidor em dois momentos distintos:

Aquando da simulação do empréstimo;
Aquando da comunicação da aprovação do contrato de crédito.
Os fiadores também passam a ter direito a receber uma cópia da FINE do empréstimo aprovado e da minuta do contrato de crédito.

A proposta contratual feita ao consumidor passa a ser válida, no mínimo, durante 30 dias

As instituições de crédito ficam vinculadas à proposta contratual apresentada ao consumidor durante um prazo mínimo de 30 dias.

O contrato não pode ser assinado nos primeiros 7 dias

Com a entrada em vigor das novas regras, o consumidor e o fiador têm sete dias contados a partir da apresentação dessa proposta para poder assinar o contrato.

Com esta medida, pretende-se garantir que o consumidor e o fiador têm tempo suficiente para ponderar as implicações do crédito e tomar uma decisão esclarecida.

O custo do crédito passa a ser avaliado com base na TAEG
A medida do custo crédito passa a ser a TAEG (taxa anual de encargos efetiva global), em substituição da TAE.

A TAEG mede com maior precisão o custo total do crédito para o cliente, incluindo:

- Os juros, comissões, impostos e outros encargos associados ao contrato de crédito;
- Os seguros exigidos para obtenção do crédito;
- Os custos relativos à manutenção de conta, cuja abertura seja obrigatória, que registe as operações de pagamento e de utilização do crédito;
- Os custos relativos à utilização de um meio de pagamento que permita a realização de operações de pagamento e de utilização do crédito;
- Outros custos relativos às operações de pagamento;
- Os emolumentos relativos ao registo da hipoteca, caso sejam conhecidos da instituição;
- A remuneração do intermediário de crédito, caso a mesma seja paga pelo consumidor.

No cálculo da TAEG não são incluídos:

-As importâncias a pagar devido ao incumprimento de alguma das obrigações do contrato de crédito;
-Os custos notariais.

Fonte: Economico