sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Tem crédito à habitação? Vai voltar a pagar menos ao banco em Dezembro




No caso de um empréstimo à habitação no valor de 150 mil euros a 30 anos indexado à Euribor a seis meses com um ‘spread’ (margem de lucro do banco) de 1%, esse cliente vai passar a pagar a partir deste mês 467,79 euros, menos 4,74 euros face à mensalidade que pagava desde a última revisão, em Junho. 

Já num empréstimo nas mesmas condições, mas indexado à Euribor a três meses, o valor a pagar é de 461,20 euros, menos um euro do que na revisão de Setembro. 

As prestações da casa têm caído consecutivamente há meses, acompanhando a redução das taxas Euribor que negoceiam mesmo em valores negativos históricos. 

Em Novembro, a média mensal da taxa Euribor a seis meses foi de -0,215% e a três meses de -0,313%.
 
Fonte: Jornal Económico

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Condomínio - Saiba como reduzir a sua fatura

Vizinhos que não pagam as quotas, barulho que incomoda até de madrugada e infiltrações que se arrastam desde o andar de cima e corroem as paredes, cuja reparação ninguém sabe a quem cobrar: são algumas das queixas mais frequentes entre os milhares de reclamações que chegam todos os anos à Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor (DECO). A pensar nisso, a entidade lançou a plataforma condominiodeco.pt, que disponibiliza informação atualizada em vários suportes. É o caso, por exemplo, de minutas, convocatórias, legislação e informação sobre o cálculo de quotas e obrigações legais dos condóminos, comparadores de preços e simuladores para cada cenário personalizado. 

“Este portal inclui ainda uma plataforma de gestão que centraliza documentos e simplifica o trabalho do administrador, pois permite conferir com rigor e transparência as contas e a gestão do prédio. Após a subscrição, a plataforma estará aberta quer ao administrador quer aos condóminos que pretendam saber, em tempo real, o estado das contas do condomínio”, salienta a entidade. 

Mas nem todos podem aderir a esta plataforma. Não precisa de ser associado da DECO, mas a adesão só pode ser feita por condomínios, não por pessoas individuais. Já a quota mensal de adesão é calculada em função do número de frações do edifício. 

Alternativas possíveis Apesar de não haver soluções milagrosas, viver em condomínio não tem de ser um martírio. Há algumas opções que podem facilitar a convivência. Contratar uma empresa poderá ser uma alternativa. Mas deve ter cuidados redobrados no momento da seleção. De acordo com a associação, é frequente existirem queixas referentes a más práticas de empresas de administração de condomínio. “A má notícia é que nada protege os clientes insatisfeitos, pois até à data não foi criada qualquer entidade reguladora para este mercado, nem tão-pouco qualquer legislação que controle o acesso à profissão”, alerta a DECO. 

A falta de manutenção dos edifícios, contas que não são prestadas aos condóminos ou que não batem certo com os documentos apresentados, incompetência na regularização de questões administrativas do edifício e incumprimento de prazos na marcação de assembleias-gerais são, de acordo com a associação, algumas das queixas mais frequentes contra estas empresas. Mas nem tudo são más notícias. Há casos em que a escolha recaiu bem e “a contratação deste tipo de empresas resolveu na perfeição a falta de disponibilidade dos proprietários para assumirem a gestão das contas do prédio”, acrescenta a associação. 

O certo é que a gestão e a administração de um condomínio são muito semelhantes à gestão de uma pequena empresa e, com a aproximação do mês de janeiro, começam a planear-se os temas para discutir na assembleia de condóminos: eleger a nova administração, aprovar as contas, planificar o orçamento para o novo ano. Todos os euros contam, desde o contrato do elevador, passando pela escolha da conta bancária, até ao seguro multirriscos mais adequado, uma vez que todas as decisões pesam no orçamento. Geri-lo da forma mais eficiente pode representar uma verdadeira poupança mensal. 

Fazer uma boa escolha torna-se imperativo. O ideal é reduzir os encargos tanto quanto possível para que a quotização a pagar por cada morador reflita esse esforço de poupança e permita precaver despesas extraordinárias. É o caso, por exemplo, de custos judiciais, caso o prédio tenha de mover uma ação contra o construtor do edifício ou contra um condómino que se recuse a pagar a sua mensalidade. Há ainda o fundo comum de reserva, que a lei impõe e serve para financiar obras de manutenção. 

Truques Na maior parte dos casos é criado um fundo para o condomínio fazer face às mais variadas despesas. Nestas situações é necessário escolher uma conta à ordem. Mas também aqui deve ter cuidados redobrados, uma vez que optar pela conta errada pode fazer o condomínio perder mais de 100 euros anuais em custos bancários. 

Também a conta-poupança-condomínio nem sempre é a melhor solução: não apresenta benefícios fiscais e tem remunerações baixas. Além disso, não se esqueça que, por lei, o dinheiro aplicado nestes produtos só pode ser mobilizado para fazer obras nas partes comuns dos prédios. E nem tudo pode ser feito – só o que implica trabalhos de manutenção, de emergência ou de beneficiação. Por isso mesmo, se não é previsível que o edifício venha a ser sujeito a qualquer obra nos tempos mais próximos, é preferível levantar todo o capital e reinvesti-lo num produto mais rentável.

Trocar o seguro individual por uma apólice para todo o condomínio poderá representar uma verdadeira poupança na fatura. Mas a verdade é que o prémio pode ser sujeito a descontos ou agravamentos em função das características do imóvel, dos meios de prevenção e proteção ou da sinistralidade. E a maioria das seguradoras aumenta o preço à medida que a idade do imóvel avança. 

Mas não se esqueça que o seguro multirriscos-condomínio contempla apenas as paredes, ou seja, cada morador deve subscrever uma apólice individual para proteger o recheio da sua fração.
Fonte: iOnline

terça-feira, 22 de novembro de 2016

Taxas Euribor a 6, 9 e 12 meses caem para mínimos de sempre

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, foi hoje fixada em -0,215%, menos 0,001 pontos percentuais do que na véspera e um novo mínimo de sempre.

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, desceu hoje para -0,312%, menos 0,001 pontos do que na quarta-feira e depois de ter descido para o actual mínimo de sempre de -0,313% pela primeira vez em 19 de Outubro.

No prazo de nove meses, a Euribor recuou hoje para -0,135%, novo mínimo de sempre e menos 0,002 pontos percentuais do que na véspera.

Depois de ter sido fixada em valores negativos entre 27 de Novembro e 3 de Dezembro de 2015, a Euribor a nove meses voltou para níveis abaixo de zero em 7 de Janeiro deste ano, nos quais se tem mantido desde então.

Com a mesma tendência, a 12 meses, a Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez em 5 de Fevereiro deste ano, também caiu hoje para -0,075%, novo mínimo de sempre e menos 0,002 pontos percentuais do que na véspera.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
 
Fonte: Diário Imobiliário

Prédios de habitação detidos pelos bancos pagam novo IMI

Os imóveis detidos pelos bancos e que passaram para a sua posse na sequência de processos de incumprimento de crédito vão pagar o Adicional ao IMI quando se destinem a habitação. A salvo do novo imposto ficam, no entanto, todos os que estão licenciados para comércio, serviços, indústria ou turismo. 

O sector financeiro tinha manifestado preocupação com o impacto do novo imposto, quando foi conhecida a sua versão inicial (com a apresentação da proposta do Orçamento do Estado para 2017), porque, com aquele figurino, arriscavam ser dos maiores pagadores do AIMI. As alterações que foram entretanto apresentadas pelos partidos durante a discussão na especialidade do OE reduzem o impacto do imposto sobre o sector financeiro, mas não o eliminam. 

Os bancos têm milhares de imóveis que lhes foram entregues por dações em pagamento e execuções de hipotecas e têm também participações em fundos de investimento. A isto juntam ainda os que detêm para o desenvolvimento da sua atividade. Com as propostas de alteração ao AIMI que vão ser vertidas na lei do OE, aquele último grupo ficará excluído do novo imposto. Entre os imóveis que receberem por causa da de créditos em incumprimento, terão isenção os que estiverem licenciados para uma atividade económica, mas não os habitacionais. 

O modelo inicial do AIMI previa apenas isenção deste imposto para os imóveis afetos à atividade turística, agrícola ou licenciados para indústria. Todas as restantes atividades (incluindo escritórios, armazéns, supermercados ou hospitais, pior exemplo) ficavam sujeitas ao AIMI, suportando uma taxa de 0,3% na parte do valor patrimonial que ultrapassasse os 600 mil euros. 

Senhorios protestam 

Mas toda esta arquitetura inicial vai ser mudada. Para as empresas vai, assim, ser criada uma taxa de 0,4% para todos os imóveis habitacionais (que não beneficiarão de qualquer exclusão) enquanto os restantes ficarão isentos. Do lado dos particulares, a proposta do PS prevê uma taxa de 0,7% para a parte do valor global dos imóveis que excede os 600 mil euros , e de 1% para a parcela que for além de um milhão de euros. Este valor é multiplicado por dois nos casais e unidos de factos. A mudança levou ontem a Associação Lisbonense de proprietários a alertar que os impostos sobre o património vão sofrer um agravamento “que pode variar entre os 300% e os 433%”. 

“O Governo cede a lóbi dos grandes grupos económicos e lança ofensiva fiscal sem precedentes contra os proprietários e a classe média, com agravamento do ‘imposto Mortágua’”, acusou, em comunicado, a ALP. 

Os casais com comunhão de bens podem entregar, através do Portal das Finanças, uma declaração conjunta e identificar os imóveis que são bens próprios de cada um dos elementos e os que são comuns ao casal. Esta declaração pode ser submetida entre 1 de abril e 31 de maio. Na sua ausência, o AIMI incidirá sobre a soma dos valores dos prédios que já constava na matriz c como sendo de cada um. 

Outra das mudanças que o PS propõe ao AIMI é a aplicação de uma taxa agravada de 7,5% que incide sobre os imóveis de empresas registadas em paraísos fiscais. Esta é semelhante à do Imposto do Selo sobre prédios de luxo, que o novo imposto vem substituir. 

Apesar do longo período de negociações, as mudanças no AIMI deram, ainda assim , origem a duas propostas – uma do PS outra do PCP – que defendem regimes de progressividade diferentes. Confrontado com esta situação, o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais afirmou que a proposta do PS traduz no essencial a evolução a que foi possível chegar e “a progressividade que entendemos ser suficiente”. 

Tabelas de retenção não mudam em 2017 

As mudanças na sobretaxa do IRS não vão implicar novas tabelas de retenção na fonte em 2017. As empresas e serviços públicos e as entidades que pagam pensões aplicarão as taxas que estão a usar este ano, mas terão de ter em atenção o valor de rendimento de cada trabalhador/pensionista para saberem o momento em que deixam de fazer este desconto. 

Em causa estão os trabalhadores e reformados cujo rendimento coletável anual oscila entre os 20.261 e os 40.522 euros, que deixam de fazer retenção na fonte em julho de 2017. Já os que recebem acima de 40.522 euros coletáveis anuais vão continuar a pagar a sobretaxa até novembro. 

Esta nova calendarização da sobretaxa difere da proposta inicial do OE sobretudo no que diz respeito aos contribuintes que estão no 4º escalão de rendimentos: em vez de deixarem de fazer retenção em setembro, apenas ficam livres em dezembro porque a sua sobretaxa vai, afinal, ser de 2,75% , em vez de 2,25%. O 2º escalão deixa de pagar em janeiro.
 
Fonte: Dinheiro Vivo

quinta-feira, 17 de novembro de 2016

Euribor mais baratas a nove e a 12 meses

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de abril de 2015, manteve-se hoje em -0,312%, depois de ter descido para o atual mínimo de sempre de -0,313% pela primeira vez em 19 de outubro. 

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 06 de novembro de 2015, manteve-se hoje em -0,211%, depois de ter descido pela primeira vez para o atual mínimo de sempre, de -0,213%, em 27 de outubro. 

A Euribor a nove meses bateu hoje mínimos ao cair para -0,133%, menos 0,002 pontos percentuais do que na segunda-feira, o mesmo mínimo de sempre que já tinha sido registado pela primeira vez em 13 de outubro. 

Depois de ter sido fixada em valores negativos entre 27 de novembro e 3 de dezembro de 2015, a Euribor a nove meses voltou para níveis abaixo de zero em 7 de janeiro deste ano, nos quais se tem mantido desde então. 

A 12 meses, a Euribor desceu para -0,071%, menos 0,001 pontos percentuais do que na véspera e depois de ter descido em 21 de outubro para o atual mínimo de sempre, de -0,074%. Esta taxa desceu a valores abaixo de zero pela primeira vez em 5 de fevereiro deste ano. 

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário
 
Fonte: Noticias ao Minuto

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Crédito à habitação vive melhor ano desde 2010

As instituições financeiras emprestaram 512 milhões de euros para a compra de casa, em Setembro, de acordo com os dados publicados pelo Banco de Portugal, esta terça-feira. No acumulado dos primeiros nove meses do ano, as instituições financeiras concederam 4.173 milhões de euros, o que representa o valor mais elevado desde o mesmo período de 2010. O dinheiro emprestado até Setembro já supera aliás todo o montante concedido no ano passado (4.013 milhões de euros).
 
As novas operações de crédito à habitação ascenderam a 512 milhões de euros, em Setembro. Depois de dois meses de quebra do novo montante concedido, com o fim das férias os bancos voltaram a emprestar mais dinheiro. Só em Junho tinha sido concedido mais dinheiro para este fim (587 milhões de euros).
 
Com este valor, o novo crédito à habitação no acumulado do ano superou os 4.100 milhões de euros, ultrapassando os valores de 2011, ano marcado pela chegada da troika e está mesmo em máximos de seis anos. Face ao mesmo período do ano passado, representa um aumento de 51%.
 
Mas não foi só o crédito à habitação que recuperou em Setembro. Também os restantes segmentos foram alvo de mais operações na rentrée. No crédito ao consumo, foram emprestados 328 milhões de euros, superando os 323 milhões de euros do mês anterior. Trata-se do valor mais elevado desde Março. Desde o início do ano, foram emprestados 2.781 milhões de euros, mais 23% do que no período homólogo.
 
No crédito para outros fins, as novas operações ascenderam a 154 milhões de euros, em Setembro, superando os 143 milhões de euros relativos a Agosto. Com este valor elevou o total do acumulado do ano para 1.425 milhões de euros, menos 10% do que no mesmo período de 2015.
 
Fonte: Jornal de Negócios

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

Está na altura de renegociar o seu crédito à habitação

É certo que nunca pagou tão pouco pela prestação do seu crédito à habitação, em resultado da entrada em terreno negativo das taxas Euribor. Mas se contratou um crédito nos últimos anos, nomeadamente entre 2011 e 2015, saiba que provavelmente está na altura de renegociar. A poupança com juros pode ser considerável. Se tem um ‘spread’ em torno de 3,5%, a redução da fatura pode chegar aos 60.000 euros ao longo da vida do empréstimo. 

Os bancos portugueses têm vindo a reduzir ‘spreads’ de forma consistente no último ano, sinal de uma nova apetência pela concessão de crédito. Além disso, a entrada de novos ‘players’ no mercado, como o Bankinter, que oferece condições promocionais para quem queira transferir o crédito à habitação, relançou a guerra pela captação de clientes.

João Morais Barbosa, administrador da Reorganiza, empresa especializada na intermediação de créditos, nota que “nos últimos dois meses recebemos mais de 5.000 pedidos de renegociação de crédito à habitação e as taxas de sucesso têm sido muito interessantes”. O especialista explica que “os bancos querem conceder mais crédito e começam pelos créditos com mais garantias (e consequentemente menos risco). O ‘spread’ médio não costuma passar os 1,5%”. Ora, entre o final de 2011 e 2015, a banca nacional deixou de praticar ‘spreads’ mínimos inferiores a 2%, com alguns bancos a atingirem mesmo os 4% para os melhores clientes. O auge foi atingido no início de 2013, quando em média os bancos cobravam 3,6% de ‘spread’ mínimo no financiamento para a compra de casa. hoje, esse valor médio de ‘spread’ mínimo não chega aos 1,7%. E João Barbosa garante que, dependendo do cliente e do banco, é mesmo possível chegar a valores perto de 1%, ainda que com condições muito exigentes, como um reduzido ‘loan-to-value’ (percentagem do empréstimo face ao valor de aquisição do imóvel). 

De acordo com os dados publicados ontem pelo Banco Central Europeu, a taxa de juro média para as renegociações de créditos caiu, em Setembro, de 2,01% para 1,83%. Um valor que fica em linha com a taxa média praticada nas novas concessões, que atingiu um novo mínimo histórico, em 1,87% (ver texto ao lado). Mas caso o seu banco se mostre pouco disponível para rever as condições do seu crédito, tem sempre a opção de procurar na concorrência. “Os bancos estão recetivos especialmente no caso da transferência do crédito habitação. Na realidade, é possível poupar muito dinheiro transferindo um crédito para outra instituição, pois como sabemos os bancos tenderão a investir mais em clientes novos do que em melhorar (proativamente) as condições dos clientes atuais”, nota o administrador da Reorganiza. Na pior das hipóteses terá de suportar os custos de amortização antecipada do seu empréstimo, ou seja, 0,5% do total para créditos a taxa variável, além de algumas comissões iniciais. 

Assim, para um empréstimo de 150.000 euros a 30 anos, o custo da amortização antecipada seria de 750 euros, um valor bastante em conta atendendo à poupança potencial. Por exemplo, se conseguir reduzir um ‘spread’ de 3,5% para 1,5%, a poupança com juros é superior a 56.000 euros ao final de 30 anos. Já se partir de um ‘spread’ de 2,5%, pode poupar 27.000 euros ao longo da vida do empréstimo. 

Uma poupança que, em alguns bancos, pode mesmo não implicar custos adicionais. O Bankinter, por exemplo, suporta os custos com a transferência do crédito, até um limite entre 0,5% e 1,25% do valor transferido, dependendo se é um novo cliente e do tipo de taxa escolhida, fixa ou variável. Também o Popular oferece isenção nas comissões iniciais e a cobertura do custo de amortização antecipada, até 0,5% ou 500 euros, dependendo de algumas condições. E João Barbosa garante que “existem ainda outros bancos a cobrir os custos com a amortização antecipada, embora não o digam abertamente”. 

No entanto, ao analisar a oferta da concorrência tenha em atenção outro tipo de custos, como seguros e a necessidade de subscrever outros produtos para reduzir o valor do ‘spread’. Para isso deverá olhar sempre para a TAER, a taxa que lhe permite comparar os custos totais de um empréstimo, nomeadamente aqueles que resultam da subscrição de produtos adicionais que oferecem poupanças consideráveis para quem contratou crédito nos últimos anos.
 
Fonte: Jornal Económico