segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Construção e imobiliário geraram 9056 empregos desde janeiro

Há uma retoma em curso no imobiliário que está a puxar pelo emprego em todo o sector da construção e reabilitação urbana.

O investimento estrangeiro continua a aumentar e representa já 23% do total realizado em Portugal no final de junho.

Os dados divulgados esta semana pelo Instituto Nacional de Estatística dão conta de um crescimento de 12% no licenciamento de obras para novos edifícios, entre abril e junho deste ano, face ao mesmo período de 2015.

Também ao nível das obras de reabilitação urbana se registou um aumento homólogo de 10,6% no segundo trimestre (contra uma quebra de 11,3% no primeiro trimestre deste ano).

Em termos absolutos, foram licenciados 4200 edifícios e concluídos 2500, ao longo do segundo trimestre.
 
Fonte: Expresso

Créditos concedidos para a aquisição de habitação sobem 62%

Enquanto o sector da construção se debate com as quebras no investimento, o sector imobiliário contraria a tendência. De acordo com a Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP), no primeiro semestre do ano “o mercado imobiliário manteve uma dinâmica forte, com o crédito para aquisição de habitação a crescer 62% em termos homólogos, correspondendo a uma média mensal de 450 milhões de euros, e um crescimento expressivo no número de fogos novos licenciados (+38% até junho, face ao período homólogo)”. 

A estes valores, acresce o investimento estrangeiro, que representa 23% do total das transações imobiliárias no segundo trimestre de 2016, de acordo com dos dados da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), registando um aumento de 3% face ao trimestre anterior. ; Mas Luís Lima, da APEMIP, teme que o investimento estrangeiro diminua com a intenção do Governo de criar um novo imposto sobre o património, como foi conhecido na última semana.

No sector da construção, nem construir nem reabilitar edifícios estão a revelar-se capazes ; se ser a solução esperada e a confederação sectorial até considera ; que a reabilitação urbana pode estar a fomentar a economia paralela. O ponto de partida reside numa constatação simples, que compara a atualidade com a dinâmica de há 15 anos: “ Em 2001, construíram-se cerca de 114 mil fogos. Para 2016, a expectativa é de 6 mil fogos”, afirmou Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI). 

Com expectativas tão baixas, o setor acreditou que a reabilitação das casas poderia ser alternativa, mas a realidade está a ser mais complicada: “Em Portugal, atualmente, há mais fogos a degradarem-se do que construção de novos. Além disso, o ritmo da reabilitação urbana não acompanha as necessidades do setor”. 

Reis Campos entende que ; o que está a bloquear a recuperação dos imóveis “é a forma como a reabilitação está completamente desregulada”, o que acaba por levar ao “crescimento da economia paralela, com muitos trabalhadores na clandestinidade, o que afeta as empresas regulares”. 

Na origem desse problema, o responsável coloca a nova lei dos alvarás: “É do pior que existe, sem exigências para as pequenas obras, o que é útil para o trabalho clandestino e prejudicial para as empresas”, critica. A lei dos alvarás entrou em vigor no dia 3 de julho de 2015. Das principais alterações introduzidas pelo diploma salienta-se a diferenciação dos requisitos necessários para o exercício da atividade da construção consoante se trate de obras públicas ou de obras particulares, uma vez que o alvará de empreiteiro de obras particulares deixa de depender de requisitos de capacidade técnica. 

Por contraponto, Reis Campos sublinha que o Plano Juncker é uma boa notícia para o sector, “porque vai favorecer Portugal nos projetos de reabilitação, com verbas para esse tipo de investimento”. O Governo destinou 2,7 mil milhões de euros para a reabilitação e regeneração urbana, que será financiada por três fontes: o programa Portugal 2020, o Plano Juncker e empréstimos do Banco Europeu de Investimentos (BEI). 

As medidas para este programa foram apresentadas no Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (Portugal 2020), que prevê a reabilitação de edifícios, fomentando a eficiência energética e sísmica. A previsão é de intervir em 1800 edifícios. A operacionalização do instrumento financeiro ocorrerá entre 2016 e 2020, podendo o período de execução ir além dessa data. O Executivo incluiu também o Reabilitar para Arrendar, que está já em vigor e que inclui uma verba de 100 milhões de euros, para a reabilitação de 400 edifícios.
 
Fonte: Dinheiro Vivo

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Governo prepara novo imposto para proprietários com mais património

O Governo está a preparar-se para lançar no Orçamento do Estado para 2017 um novo imposto sobre o património, que funcionará em paralelo com o IMI, e que tem como objectivo aumentar a tributação dos proprietários com imobiliário de valor mais elevado, noticiou na sua edição desta quinta-feira o Negócios.

De acordo com este jornal, este novo imposto – ao qual ainda não terá sido dado nome – está a ser trabalhado dentro do grupo de trabalho sobre fiscalidade constituído pelo Governo e pelo Bloco de Esquerda e é a forma encontrada para atingir o objectivo de reforçar a tributação dos grandes proprietários e fazê-lo através de escalões progressivos. A ideia será a de começar aplicar o imposto aos proprietários que detenham um património global superior a, pelo menos, 500 mil euros.

Actualmente, para além do IMI – que o Governo não quererá alterar – está em vigor o chamado “imposto sobre imóveis de luxo”, que é aplicado por via de uma taxa fixa que incide sobre os prédios que tenham um valor patrimonial tributário superior a um milhão de euros.

Agora, de acordo com o Negócios, a ideia do executivo é extinguir essa taxa e substituí-la por um imposto com características diferentes. Em primeiro lugar, o que irá contar não é o valor de um imóvel individualmente, mas sim o valor patrimonial tributário da totalidade dos imóveis detidos por um proprietário.

Depois o limite a partir do qual será aplicado o novo imposto irá baixar. O valor patrimonial tributário mínimo ainda não terá sido fixado, mas será de pelo menos 500 mil euros. Só a partir desse valor é que os proprietários são afectados pelo novo imposto.

O jornal diz ainda que as taxas ainda não foram definidas mas que terão carácter progressivo. Isto é, quanto maior for o valor patrimonial detido por um proprietário, maior é a taxa a ser aplicada.

Tal como o actual “imposto sobre imóveis de luxo”, a nova taxa pode vir a ser criada no seio do Imposto de Selo.

Em declarações à agência Lusa, Mariana Mortágua, deputada do Bloco de Esquerda, confirma a intenção de criação deste novo imposto, fazendo no entanto questão de salientar que este irá excluir "toda a classe média". "Esta medida está a ser desenhada para ser uma forma de imposto sobre grandes fortunas, neste caso, grandes fortunas imobiliárias. Vai haver um limite que vai deixar de fora todas as pessoas com uma casa, duas casas, que formam a classe média. Não é uma medida para atingir as famílias normais que compraram a sua casa", defende a deputada.

Mariana Mortágua garante ainda que o novo imposto não irá, igualmente, atingir empresas com "património que serve para fins produtivos, seja empresas que têm prédios ou fábricas que serve para produzir coisas, que fazem parte da indústria e que têm uma função económica".

Por sua vez, Eurico Brilhante Dias, deputado do PS, em declarações ao Negócios, afirma que esta "é uma medida de justiça fiscal". "Estamos a procurar maior progressividade no património e também a tentar fazer contribuir quem paga poucos impostos", defende.

Na quarta-feira, a falar no Parlamento, o ministro das Finanças reafirmou que o Governo terá como objectivo no OE 2017 uma ligeira descida da carga fiscal, tal como ficou definido no Programa de Estabilidade. Isso não invalida, reconheceu Mário Centeno, que se venham a verificar subidas em alguns impostos. Em termos gerais o ministro apontou para uma uma descida dos impostos directos que será compensada com a subida dos impostos indirectos. Centeno não disse quais, deixando apenas de fora a possibilidade de agravamento do IVA.
Fonte: PUBLICO.PT

Banca empurra famílias para crédito a taxa fixa

Os valores negativos atingidos pelas taxas Euribor no ano passado vieram transformar o mercado nacional do crédito à habitação. Reflexo dessas mudanças é o peso cada vez maior das operações a taxa fixa. Representam um terço do novo crédito concedido, desde o início do ano, graças à maior aposta da banca nestas operações. Isto porque, neste tipo de empréstimos, as instituições financeiras conseguem cobrar juros mais altos.

966 milhões de euros. Este foi o valor concedido em novo crédito à habitação a taxas fixas, entre Janeiro e Julho, de acordo com os dados do Banco de Portugal, publicados esta terça-feira. Este valor multiplica por mais de seis vezes os 147 milhões de euros concedidos no mesmo período do ano passado. Se nos primeiros sete meses deste ano, as taxas sem variação representaram 29% do dinheiro emprestado para a compra de casa, esse peso era inferior a 7% em 2015.

"O forte crescimento relativo decorre do facto de anteriormente o crédito a taxa fixa ser praticamente inexistente", adianta Filipe Garcia. Mas "reconheço que há cada vez mais operações a taxa fixa, o que se justifica essencialmente pela vontade dos bancos em contratarem dessa forma, porque lhes permite cobrar uma taxa de juro mais alta", explica o economista da IMF. 

Ao contrário do que acontece com os créditos a taxa variável, onde a legislação determina que a taxa de juro final resulta da soma da média da Euribor no mês anterior à revisão ao "spread", nos financiamentos a taxa fixa não existe nenhuma regra que determine como é que a taxa de juro deve ser definida. Nesse sentido, cada instituição financeira determina a taxa de juro de forma diferente, sendo que entre os grandes bancos nacionais apenas o Santander Totta recorre às taxas de mercado, as taxas "swap".


Para responder à realidade actual, com as Euribor em valores negativos em todos os prazos, tem surgido "uma oferta mais diversificada" em termos de soluções de taxa fixa, adianta Paula Carvalho. A economista-chefe do BPI acredita que "é possível" que os bancos continuem a reforçar a aposta neste segmento de financiamento "atendendo ao actual contexto global em que a probabilidade de arrastamento da situação de taxas muito baixas durante mais tempo tem vindo a aumentar".

A economista defende que "as taxas de juro estão em mínimos históricos" e, "apesar desta situação não dever alterar-se tão cedo, existe a clara noção que não poderá prolongar-se para sempre, pelo que pode ser uma boa opção a fixação da taxa", dependendo dos "spreads" e das contrapartidas exigidas. Já Filipe Garcia sublinha que "grande parte das operações deste tipo apenas fixam a taxa por um período relativamente pequeno", pelo que "o mais interessante seria poder fixar a taxa de toda a vida do crédito porque é no futuro mais longínquo que a incerteza é maior".
 
Fonte: Jornal de Negócios

quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Licenciamento de construções novas para habitação está a aumentar em todo o país

Os edifícios licenciados para construções novas aumentaram 12% no segundo trimestre do ano, face ao mesmo período de 2015, num total de 4,2 mil. Todas as regiões do país apresentaram crescimentos homólogos positivos nestes licenciamentos, mas o destaque vai para a Área Metropolitana de Lisboa e para o Algarve, segundo os dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Face ao segundo trimestre de 2015, os fogos licenciados em construções novas para habitação familiar aumentaram quase 60% tendo todas as regiões apresentado variações homólogas positivas, com destaque para as regiões do Algarve (mais 245,2%), a Região Autónoma da Madeira (mais 195,5%) e a Área Metropolitana de Lisboa (mais 182,6%). Na Área Metropolitana de Lisboa e no Algarve essa variação resultou sobretudo do licenciamento de novos edifícios de apartamentos, “com um número elevado de pisos e de fogos”, segundo o INE.

Apesar do aumento das licenças para construção nova, o número de obras concluídas tem vindo a diminuir. Entre Abril e Junho foram concluídos 2,5 mil edifícios em Portugal, continuando este indicador a desenhar uma trajectória de queda homóloga (menos 10,7% face ao mesmo trimestre de 2015), embora de forma menos acentuada do que no trimestre anterior (em que as quedas atingiram os 13,8%).

Já na componente de reabilitação de edifícios, é a Região Autónoma da Madeira quem apresenta um crescimento mais acentuado (138,5%), sendo a Região Autónoma dos Açores quem está no extremo oposto e regista uma maior redução (menos 22,6%).

Na análise que fez ao desempenho do sector da construção no segundo trimestre de 2016, tendo como base as Contas Nacionais Trimestrais do INE, a Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP) realça o facto de este continuar a revelar-se negativo, acentuando as quebras homólogas já verificadas no primeiro trimestre. Tal acontece tanto “no que diz respeito à Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) em construção (-4,9%, após uma redução de 3,9% até Março), quer no Valor Acrescentado Bruto (VAB) do sector (-3,7%, após uma quebra de 2,8% ao longo dos três primeiros meses do ano)", refere a FEPICOP.

Já o emprego começa a evoluir positivamente dado o "comportamento mais favorável" do segmento residencial. Com mais 17 mil novos trabalhadores no primeiro trimestre e oito mil novos trabalhadores no segundo, o sector da construção criou 25 mil novos postos de trabalho . “Esta evolução diferenciada da produção e do emprego no primeiro semestre do ano reflecte o comportamento mais favorável no segmento residencial, mais intensivo em mão de obra, e o fraco desempenho na engenharia civil e nas obras públicas”, nota a FEPICOP.

A estrutura federativa do sector aponta a evolução favorável do montante de crédito concedido para aquisição de habitação (“mais 62% em termos homólogos, correspondente a uma média mensal de 450 milhões de euros concedidos) e um "crescimento expressivo" no número de fogos novos licenciados (mais 38% até Junho, ultrapassando já os 5300 fogos).

A FEPICOP nota ainda que, "nos meses mais recentes, também o mercado das obras públicas tem vindo a revelar sinais de uma futura recuperação", invertendo o ciclo de quebras que vinha registando quer nos montantes dos concursos promovidos, quer nos contratos celebrados.

Segundo a federação, estes indicadores apontam para "perspectivas favoráveis quanto ao crescimento da produção do sector a curto médio prazo".
 
Fonte: PUBLICO.PT

terça-feira, 13 de setembro de 2016

Deco Alerta: És jovem e queres comprar casa? Estes quatro conselhos podem ajudar-te

Os bancos estão mais disponíveis para emprestar dinheiro para comprar casa, mas todo o cuidado é pouco na hora de recorrer ao crédito à habitação, sobretudo se ainda és jovem. Explicamos-te tudo sobre este tema no artigo de hoje da Deco Alerta. Destinada a todos os consumidores em Portugal, esta rubrica semanal é assegurada pela Deco - Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor para o idealista/news.
Envia a tua questão para a Deco, por email para gcabral@deco.pt ou por telefone para 00 351 21 371 02 20.
Somos um casal jovem e queremos comprar casa. Após conversa com amigos, apercebemo-nos que já não existe regime bonificado para jovens que pedem crédito à habitação. Podem confirmar esta informação e que cuidados devemos ter nesta relação com o banco?
É verdade. Confirmamos que o regime bonificado para jovens não pode ser contratado desde 30 de setembro de 2002. 
Juntar dinheiro suficiente para adquirir uma nova habitação pode demorar anos, pelo que o recurso ao crédito à habitação é a solução mais comum e adequada. Contudo, na hora de pedir o crédito à habitação não se esqueçam de avaliar bem a vossa situação financeira e pesar bem os encargos futuros, não só com a prestação bancária, mas também com o IMI e o condomínio. 
Para que possam aceder ao crédito com maior segurança, apontamos alguns conselhos:

1 – Procurar o melhor financiamento

comparar a oferta de crédito à habitação de, pelo menos, cinco entidades. E não basta olhar para os spreads, oferecidos. O indicador mais fiável que servirá de comparação é a TAE (Taxa Anual Efetiva). Isto porque esta taxa reflete, além do indexante e do spread praticado pelo banco, as comissões de entrada, as comissões de avaliação do processo e as comissões periódicas cobradas pelas instituições. Quanto mais baixa for a TAE, mais barato ficará o empréstimo.

2 – Negociar o spread

Com as instituições a aumentarem o valor dos spreads cobrados não será fácil, mas podem sempre tentar usar alguns argumentos para ter um spread mais simpático. O principal deles passa por subscrever outros produtos financeiros do banco (conta ordenado, com domiciliação do teu vencimento, contas poupança, cartões de crédito, etc.) A diferença entre ter um spread de 1% ou 1,5% poderá fazer-te poupar 40 euros mensais no caso de um empréstimo à habitação de 150 mil euros a pagar em 30 anos. Contas feitas, no fim do empréstimo terás poupado 14 mil euros.

3 – Qual o prazo ideal? 20, 30 ou 40 anos? 

Os prazos mais longos têm a vantagem de resultarem numa prestação mensal baixa, mas os encargos com juros aumentam significativamente. Tendo em conta um crédito de 100 mil euros, indexado à Euribor a seis meses, se este financiamento fosse feito a 20 anos, irias pagar uma prestação mensal de 504 euros (valor médio a título de exemplo), sendo que o custo final do empréstimo ficaria em 121 mil euros. Se o mesmo crédito fosse feito por um período de 40 anos a prestação mensal seria mais baixa (301 euros, valor médio a título de exemplo), mas o custo final do crédito com juros dispararia para os 145 mil euros.

4 – Taxa fixa ou variável?

As taxas variáveis (indexadas à Euribor) estão em níveis historicamente baixos e, apesar de admitirmos que a inversão desta trajetória acabará por acontecer, tal não se prevê no imediato. E, se não surgirem mudanças abruptas na economia, as taxas deverão continuar baixas durante alguns anos.  É claro que as contas também podem inverter-se se a Euribor entretanto subir em flecha. E em 20 anos tudo pode acontecer. É possível que, nesse cenário, a prestação com taxa variável acabe por tornar-se mais cara e, aí sim, poderás conseguir uma poupança considerável se tiveres um crédito de taxa fixa. 

fonte: idealista news

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

As taxas Euribor desceram nos três prazos mais curtos caíndo para novos mínimos de sempre

No dia em que decorre mais uma reunião do Banco Central Europeu, as taxas interbancárias desceram para novos mínimos, reflectindo a perspectivas de mais estímulos por parte da autoridade monetária.
Apesar do consenso sobre a necessidade de o BCE ter de utilizar ainda mais poder de fogo, os economistas dividem-se sobre se o reforço dos estímulos ocorrerá já ou apenas na reunião de Dezembro. 

Segundo uma sondagem da Bloomberg  junto de 50 economistas, quase metade apontam a reunião desta quinta-feira como a melhor oportunidade para anunciar o reforço dos estímulos. Uma das medidas seria estender o programa de compras além de Março de 2017.
A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, desceu hoje para -0,304%, novo mínimo de sempre e menos 0,1 pontos base do que na véspera.    
A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez a 6 de Novembro passado, também desceu hoje, para -0,201%, novo mínimo de sempre e menos 0,3 pontos base do que na quarta-feira.
No prazo de nove meses, a Euribor desceu hoje para -0,131%, novo mínimo de sempre e menos 0,2 pontos base.
Depois de ter sido fixada em valores negativos entre 27 de Novembro e 3 de Dezembro, a Euribor a nove meses voltou para níveis abaixo de zero a 7 de Janeiro passado, nos quais se tem mantido desde então.
No prazo de 12 meses, a Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez em 05 de Fevereiro passado, recuou hoje para -0,060%, menos 0,001 pontos do que na quarta-feira e depois de ter atingido o mínimo de sempre, de -0,063%, pela primeira vez em 07 de Julho.
As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
Fonte: Jornal de Negócios