quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Portugueses voltam a comprar casas e mercado deverá crescer 30% este ano

A venda de casas continua a bater recordes atrás de recordes. A procura vai continuar a subir e os preços deverão acompanhar esta tendência nas principais cidades, como Lisboa e Porto. A Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP) acredita que 2017 reúne todas as condições para ser um ano melhor que o ano passado e aponta para crescimentos na ordem dos 30%.

“A retoma do setor imobiliário está mais do que estabelecida e é um mercado com enorme potencial de valorização e de descentralização do investimento nacional e estrangeiro para outras regiões do país, continuando a haver uma aposta na reabilitação urbana para recolocação destes imóveis no mercado, através do arrendamento urbano ou do alojamento local.” Mas a associação do setor deixa recados: “É necessário que este mercado possa funcionar normalmente, sem sobressaltos que possam ser introduzidos por eventuais medidas que afetem a credibilidade que o mercado imobiliário deve ter.”

Também do lado das mediadoras, a perspetiva é positiva. Contactadas pelo i, as empresas admitem que, em parte, este aumento da procura está relacionado com a maior concessão de crédito à habitação. A verdade é que os bancos têm vindo a abrir os cordões à bolsa e os números falam por si: de acordo com os dados do Banco de Portugal, até ao terceiro trimestre do ano passado, o montante de novas operações cresceu 51%.

“A evolução registada no montante de novas operações de crédito à habitação permitiu que muitas famílias portuguesas regressassem ao mercado para comprar e vender os seus imóveis. Este efeito sentiu-se sobretudo nos mercados periféricos, onde se registaram os aumentos mais significativos das transações face ao ano anterior”, lembra ao i Ricardo Sousa, administrador da Century 21 Portugal .

Já Miguel Poisson, diretor-geral da ERA Portugal, lembra que a economia vai crescer mais este ano e que o turismo vai continuar a ser o seu motor, com efeitos muito positivos no imobiliário, nomeadamente no investimento na compra de imóveis para alojamento local. Ao mesmo tempo, acredita que a concessão de crédito à habitação deverá crescer na casa dos 30%.

Abrandamento de preço

 As casas em Portugal ficaram 7,6% mais caras em 2016, o que representou a subida mais acentuada na Europa. Daí as mediadoras contactadas pelo i acreditarem que esta subida não irá registar-se este ano, pelo menos nas zonas que apresentam valores inflacionados. E a opinião é unânime: os preços vão atenuar para a realidade do mercado.

“O maior desafio, neste momento, estará em estabelecer os preços corretos para os imóveis. Há uma ideia generalizada de que os preços estão a subir globalmente em todo o Portugal, mas esta subida de preços está muito localizada em certas freguesias de Lisboa e Porto, não tanto no resto do país”, refere Beatriz Rubio, CEO da Remax Portugal.

Além disso, as mediadoras acreditam que a construção deverá arrancar de forma mais visível, uma vez que há uma grande escassez de casas novas em muitas zonas do país. Já os centros das cidades, face aos preços elevados que são praticados, começam a tornar-se mais atrativos para o investimento. “Muitos investidores têm optado por esta estratégia porque as rentabilidades chegam facilmente a níveis superiores a 6%”, afirma Miguel Poisson.

Ricardo Sousa defende ainda que é necessário encontrar soluções de habitação ajustadas às reais capacidades das famílias portuguesas, que são o principal motor do setor imobiliário nacional. “Os aumentos consecutivos dos preços médios de venda de imóveis, causados sobretudo pela escassez de novas construções e pelo desajuste da oferta imobiliária face às reais capacidades financeiras dos portugueses, estão a dificultar o acesso das famílias a soluções de habitação no centro das cidades, onde os preços dos imóveis já estão a chegar a níveis inalcançáveis”, refere.

Também a crescer este ano estarão as periferias das grandes cidades que, tendo em conta o mais fácil acesso ao crédito à habitação e sendo os preços dos centros das cidades tão elevados, começam a tornar-se muito atrativas do ponto de vista do investimento. É o caso, por exemplo, de comprar para arrendar em locais com boas vias de comunicação para o centro das cidades.

 
Fonte: iOnline

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Taxas Euribor em mínimos históricos a 3 e 9 meses

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três e seis meses e desceram para novos mínimos a nove e 12 meses em relação a sexta-feira. 
A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de abril de 2015, manteve-se hoje em -0,329%, actual mínimo, registado pela primeira vez em 17 de Janeiro. 

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 6 de Novembro de 2015, também se manteve, ao ser fixada em -0,240%, contra o actual mínimo de -0,244%, registado pela primeira vez em 26 de Janeiro. 

No prazo de nove meses, a Euribor foi fixada em -0,163%, novo mínimo de sempre e menos 0,002 pontos do que na sexta-feira. 

A 12 meses, a Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez em 5 de Fevereiro de 2015, também desceu hoje, ao ser fixada em -0,102%, menos 0,001 pontos do que no final da semana passada. 

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
 
Fonte: Diário Imobiliário

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Construção de edifícios inverte três anos de queda

Novembro já tinha sido um bom mês para a construção, com o índice de produção do sector a cair 1,9%, bastante menos do que a queda de 3% de Outubro, mas Dezembro destacou-se pela inversão da tendência de descida e pela melhoria face à descida de 4,5% registada em Dezembro de 2015.

O segmento da construção de edifícios apresentou pela primeira vez uma taxa de variação homóloga positiva (1,1%), face a uma redução de 0,4% no mês anterior, enquanto o segmento engenharia civil registou uma queda homóloga de 3,6% em Dezembro, contra uma descida de 4,2% em Novembro.

O índice de emprego no sector da construção cresceu 0,6% em Dezembro em termos homólogos, após ter tido um aumento de 0,1% em Novembro.

O índice das remunerações efectivamente pagas diminuiu 2,8% em termos homólogos, contra uma descida de 0,7% em Novembro.
 
Fonte: Diário Imobiliário

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Senhorio e Inquilino: amor com amor se paga... (dicas para uma BOA relação)

Com o mercado do arrendamento em queda ao nível das transações, e naturalmente, em subida ao nível dos preços, voltam a nascer os conflitos de interesse que na minha opinião nunca tinham sido esquecidos entre as duas principais figuras desta atividade, o Senhorio, e o Inquilino.

Portugal em particular, e outros países na generalidade, sofrem com este conflito que é causado essencialmente pelas leis adotadas no passado, e pelas leis do presente, que nunca conseguiram atenuar esta relação. Para melhor exemplificar o que quero dizer com isto, tomei a liberdade de citar uma frase do Eduardo Carvalho da Silva, “o arrendamento é o único negócio do mundo em que o dono do negócio deseja a morte do seu cliente”. Esta frase marcante remonta à época das rendas congeladas e da injustiça que a maioria dos Senhorios sentia, pois viviam recebendo rendas excessivamente baixas que não lhes permitia qualquer tipo de remuneração adequada para o fim, e muito menos qualquer sinal de rentabilidade, muitos deles faliram. Outro problema que envenenou esta relação foi a confiança, confiança que o Senhorio deve ter em relação ao seu Inquilino, não só ao nível do cumprimento de pagamentos a tempo e horas, mas também em relação à sensibilidade da necessidade de preservação do seu bem por parte do Inquilino.

Por outro lado, também há Inquilinos que sofrem com a atual situação de degradação do imóvel por falta de manutenção, por despejo devido à necessidade de aumento de renda, ou ainda pela eventual necessidade de ocupação do imóvel por parte do seu Senhorio, enfim, como se verifica são várias as razões que levam esta relação a “azedar” e passar de amor a ódio rapidamente, mas o que há a fazer? Será que haverá formas de melhorar ou atenuar esta situação?

Começo por dizer que nem todas as situações são más, também há Senhorios e Inquilinos felizes e com vontade de prolongar a sua relação! O que penso é que de facto o que se pode ter em conta nesta relação é, como quase tudo na vida, que os problemas se podem evitar utilizando o princípio da prudência, ou seja, no caso do Senhorio, não cair na tentação de aceitar qualquer Inquilino, e no caso do Inquilino, ter a noção das suas reais possibilidades quando arrenda, garantindo que tem capacidade financeira para o fazer e garantindo que esclarece todas as objeções antes da assinatura do contrato.

Colocando a legislação atual de lado, até porque a análise que estou a fazer não é jurídica mas sim relacional, irei transcrever alguns conselhos:

Se for Senhorio:

  • Verifique bem o valor do seu imóvel, tente não especular, e aceite a sua promoção ou promova-o sempre pelo seu valor de mercado, neste caso, até poderíamos dizer que um bom arrendamento é um arrendamento pelo valor justo de mercado no momento da assinatura do contrato;
  • Qualifique os potenciais Inquilinos, não olhe apenas à sua capacidade financeira, mas centre-se também nas suas motivações, necessidades e objeções;
  • Obtenha informação sobre o risco da transação. Hoje em dia já há empresas que disponibilizam este serviço;
  • Mesmo após a decisão de avançar, promova uma reunião física com o seu potencial Inquilino antes de assinar o Contrato de Arrendamento, confie no seu instinto, normalmente, não falha;
  • Durante o Contrato de Arrendamento, esteja sempre disponível para ajudar o seu Inquilino nas suas solicitações, desta forma constrói uma relação de respeito mútuo e ainda fideliza o seu Inquilino;
  • Sempre que possível, recorra a um Agente Imobiliário competente e especialista nesta área, verá que será sempre uma ajuda preciosa.

Se for Inquilino

  • Comprometa-se apenas com aquilo que pode cumprir, evite ser levado pelo entusiamo;
  • Procure o imóvel que precisa, e não o que sonha ter, analise bem vários aspetos como o estado do imóvel, transportes, infraestruturas envolventes, enfim, conheça bem a zona e a casa, coloque todas as objeções antes da assinatura do Contrato de Arrendamento;
  • Colabore com o seu potencial Senhorio ou com quem o represente no momento da entrega de papéis e informação com vista à celebração do Contrato de Arrendamento;
  • Mantenha o imóvel em bom estado e sempre que houver alguma situação anómala, informe o seu Senhorio, desta forma constrói uma relação de respeito mútuo e ainda fideliza o seu Senhorio;
  • Pague SEMPRE a renda dentro do prazo. Não se esqueça que as rendas se pagam do dia 1 ao dia 8, é uma tolerância prevista na lei;
  • No dia que decidir sair, tenha em conta os prazos acordados de aviso e facilite eventuais visitas de futuros Inquilinos.

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Por Massimo Forte
Consultor Independente
 
fonte: Out of the Box

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

O “boom” da reabilitação urbana


Falar de reabilitação urbana tornou-se normal nos últimos anos em Portugal, sobretudo nas grandes cidades, como Lisboa e Porto. Mas em 2016 a moda de reabilitar também foi notícia noutras zonas do país, como por exemplo em Vila Real de Santo António, Sintra, Coimbra e Viseu. Esta tendência, que está a dar uma nova cara às cidades e a animar o setor da construção, veio de facto para ficar, sendo um tema que fez correr muita tinta ao longo do ano passado e promete marcar a agenda no que acaba de arrancar.
Lisboa, por exemplo, está e vai continuar a estar na moda e segundo muitos especialistas do setor vai como que “renascer das cinzas”. Não acreditas? Então vê esta fotogaleria. Até final do ano foram muitas as notícias relacionadas com investimentos de reabilitação urbana na capital. Como por exemplo a transformação da antiga sede da Federação Portuguesa de Futebol em casas de luxo. 
Ainda sobre investimento em reabilitação urbana na capital, dizer que a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa vai investir 25 milhões em 2017 e que o The Edge Group vai investir 53 milhões para reabilitar dois edifícios na zona ribeirinha. O “boom” da reabilitação fica comprovado com esta notícia, que dá conta da existência, em outubro, de 130 edifícios a serem reabilitados na capital
Também no Porto a reabilitação urbana esteva na ordem do dia. Pela mão de dois fundos imobiliários geridos pela Interfundos, por exemplo, vai nascer o maior projeto imobiliário da Baixa da cidade. Já a autarquia anunciou que vai investir quase 19 milhões no setor em 2017. E mais: vai reabilitar 17 prédios para habitação social no centro histórico. 

Há um milhão de edifícios degradados

Todas estas notícias comprovam que há muitos edifícios degradados e a precisar de obras em Portugal. São cerca de um milhão, segundo o Instituto Nacional de Estatística (INE). E o Governo parece estar atento ao tema. “Não demos o salto na reabilitação urbana. Temos de o dar. O que é mesmo preciso fazer é transformar as cidades. Temos de ter cidades mais densas, o que se consegue através da reabilitação urbana”, avisou, em maio, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes. 
Antes, em março, foi apresentado o Programa Nacional de Reformas (PNR), que prevê o apoio à reabilitação de 4.000 edifícios públicos e privados e a recuperação de 3.000 m2 de espaços públicos. Um mês depois foi dado a conhecer ao público o novo Fundo Nacional de Reabilitação do Edificado (FNRE), que tem “rentabilidades garantidas e um risco muito, muito baixo” de insustentabilidade. Para saberes tudo sobre esta iniciativa, que prevê renovar 7.500 casas em dez anos, clica neste link
Por fim, ficámos a saber, já em dezembro, que o prometido Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas (IFRRU 2020) foi ativado pelo Governo, no âmbito do qual serão disponibilizados 703,2 milhões de euros de recursos públicos. Boas notícias, portanto.
fonte:Idealista

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Vendas no mercado imobiliário crescem 50% nos últimos dois anos

De acordo com as estimativas do gabinete de estudos da Associação dos Profissionais e Empresas de Mediação Imobiliária de Portugal (APEMIP), o crescimento de todas as transações imobiliárias no país (urbanas, rúticas e mistas) situou-se entre 20% e 25% em 2016. 

A APEMIP estima que em 2017 o mercado imobiliário português assista a um crescimento na ordem dos 30%, salienta no comunicado. 

Segundo o presidente da APEMIP, Luís Lima, estes números, "apesar de positivos, ficam aquém da expetativa" inicialmente avançada. 

"A minha estimativa de crescimento para o ano de 2016 rondava os 30 a 35% o que não aconteceu devido a algumas situações que provocaram retração e desconfiança junto dos investidores", disse. 

O dirigente refere-se ao anúncio da criação de um novo imposto sobre o património, o adicional ao IMI - Imposto Municipal sobre os Imóveis, e ao problema de credibilidade que se está a criar devido aos atrasos na concessão de vistos de residência, ao abrigo do programa de Autorização de Residência para Atividades de Investimento (Vistos Gold). 

O atraso na concessão dos vistos de residência "está a espantar", nomeadamente os investidores chineses, que desconfiam da transparência e segurança deste mecanismo, referiu Luís Lima. 

"Se não fossem estes dois casos, creio que o crescimento teria sido ainda maior", disse. 

O representante das imobiliárias acredita que 2017 reúne todas as condições para ser um ano melhor que 2016. 

"A retoma do sector imobiliário está mais do que estabelecida e é um mercado com enorme potencial de valorização e de descentralização do investimento nacional e estrangeiro para outras regiões do país, continuando a haver uma aposta na reabilitação urbana para recolocação destes imóveis no mercado, através do arrendamento urbano ou do alojamento local", salientou. 

No entanto, "é necessário que este mercado possa funcionar normalmente, sem sobressaltos que possam ser introduzidos por eventuais medidas que afetem a credibilidade que o mercado imobiliário deve ter", advertiu.
 
Fonte: Noticias ao Minuto

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Adeus crise? Será? Confiança dos consumidores em máximos de 2000.

O indicador de confiança dos consumidores aumentou nos últimos cinco meses e atingiu, em janeiro, máximos de quase 17 anos (desde abril de 2000). Também o clima económico subiu, depois de ter caído nos últimos dois meses. Será caso para dizer que Portugal disse definitivamente adeus à crise?
Em causa estão dados do Instituto Nacional de Estatísticas (INE), que permitem concluir que o aumento do indicador de confiança dos consumidores em janeiro deveu-se, sobretudo, ao contributo positivo das perspetivas relativas à evolução do desempregoe das expetativas relativas à situação económica do país. E deve-se também, “em menor grau”, às “apreciações da evolução da poupança e da situação financeira do agregado familiar”.
Em janeiro, os indicadores de confiança aumentaram na indústria transformadora, na construção e obras públicas, no comércio e nos serviços.
“O indicador de confiança da indústria transformadora aumentou entre outubro e janeiro, verificando-se no mês de referência um contributo positivo de todas as componentes, opiniões sobre a procura global, perspetivas de produção e apreciações sobre a evolução dos stocks de produtos acabados. O indicador de confiança da construção e obras públicas aumentou em janeiro, em resultado da evolução positiva de ambas as componentes, perspetivas de emprego e opiniões sobre a carteira de encomendas. O indicador de confiança do comércio recuperou ligeiramente no mês de referência, refletindo o contributo positivo das opiniões sobre o volume de vendas, uma vez que o saldo das perspetivas de atividade e das apreciações sobre o volume de stocks contribuíram negativamente. O indicador de confiança dos serviços aumentou em janeiro, devido ao contributo positivo das expetativas sobre a evolução da procura e das opiniões sobre a atividade da empresa, uma vez que as apreciações sobre a carteira de encomendas contribuíram negativamente”, refere o INE. 
fonte: idealistaNews