sexta-feira, 24 de março de 2017

Juros para comprar casa renovam mínimos históricos

Juros para comprar casa renovam mínimos históricos
Leonor Mateus Ferreira
 12:31
Em fevereiro, a taxa de juro implícita no conjunto dos contratos de crédito à habitação fixou-se em 1,018%, abaixo dos 1,025% de janeiro, segundo o INE.


A taxa de juro do crédito à habitação continua diminuir e situou-se nos 1,018% em fevereiro, de acordo com os dados divulgados esta quarta-feira pelo Instituto Nacional de Estatísticas (INE). Desde agosto de 2014, ou seja, há 30 meses, que a taxa tem uma tendência de descida.

O valor das taxas do conjunto dos contratos em fevereiro desceu 0,007 pontos percentuais (p.p) face aos 1,025% de janeiro, enquanto em fevereiro do ano passado, a taxa implica tinha ficado nos 1,181%.

No que diz respeito à prestação média, o valor manteve-se inalterado e a prestação média vencida continua em 237 euros pelo sexto mês consecutivo. O montante de capital médio em dívida referente ao crédito à habitação aumentou 61 euros em fevereiro, para 51 615 euros.

Nos contratos celebrados nos últimos três meses, a taxa de juro implícita passou para 1,732% em fevereiro, dos 1,771% registados em janeiro. Neste período, o valor médio da prestação foi 301 euros, face aos 288 euros em janeiro, e o montante médio do capital em dívida foi de 89 219 euros.
 
Fonte: Jornal Económico

sexta-feira, 17 de março de 2017

Santander iguala Bankinter com "spread" de 1,25% no crédito à habitação

O Santander lança esta quinta-feira uma campanha para o crédito à habitação, onde oferece um "spread" mínimo de 1,25% e 1,15% para clientes "select", válidos em empréstimos superiores a 150 mil euros.

 O Santander acaba de lançar uma nova campanha no crédito à habitação, onde oferece um "spread" mínimo de 1,25% no crédito da casa e 1,15% para a gama de clientes "select" do banco. Este valor fica abaixo da taxa aplicada pelo Bankinter (1,25%), a instituição que até agora cobrava a margem mais competitiva nos empréstimos da casa. Os "spreads" mínimos são válidos para contratos superiores a 150 mil euros.

Com o mote "Quem quer casa vem ao Totta", a campanha oferece "’spreads’ a começarem em 1,15% para clientes select, o mais baixo do mercado. Para outros clientes, o ‘spread’ parte de 1,25%", adianta um comunicado enviado pelo Santander. De acordo com o mesmo documento, "estes ‘spreads’ são aplicados a financiamentos superiores a 150 mil euros".

O Santander Totta já era uma das instituições que oferecia uma das taxas mais competitivas no mercado, com um "spread" mínimo de 1,5%, mas com esta campanha iguala a margem cobrada pelo Bankinter para clientes normais (1,25%).

A instituição tem-se mantido especialmente activa no segmento do crédito à habitação, que tem vindo a registar uma tendência de crescimento. "Praticamente um em cada cinco novos empréstimos é originado no Santander Totta. De 2008 a 2016, o Banco concedeu 7.100 milhões de euros em crédito à habitação", esclarece a instituição.

fonte: Jornal de Negócios

quinta-feira, 16 de março de 2017

BCP recapitalizado aposta no imobiliário para crescer em 2018

Promoção imobiliária é uma forma de os bancos valorizarem os ativos em carteira devido à crise recente e beneficiarem da retoma do setor. A seguir Mais vistas IMPOSTOS IRS: As 12 mudanças mais relevantes das próximas declarações FINANÇAS PESSOAIS Está nos 30? Então estes conselhos financeiros são para si TECNOLOGIA Casaco "inteligente" da Levi's e Google vai custar cerca de 330 euros ORGANIZAÇÃO 18 maneiras de aumentar a produtividade no trabalho HOTÉIS Check-in com um robot? Os 14 hotéis mais tecnologicamente avançados do mundo Com a situação do Millennium BCP “mais sólida do que há um ano” e “normalizada”, nas palavras de Nuno Amado, presidente executivo do banco, o próximo ano ficará marcado pela aposta “no mercado imobiliário, quer na vertente de reabilitação urbana, quer na própria construção”. De acordo com o responsável, o setor estava “vedado aos bancos devido a regras europeias da Concorrência”, mas oferece “perspetivas muito positivas” ao BCP enquanto promotor imobiliário, à semelhança do que vem sendo feito pelo Montepio desde 2014. É também uma forma de valorizar os ativos detidos pelos bancos na sequência da crise mais recente. 
“Iniciamos 2017 melhor posicionados do que há um ano”, garantiu Amado, num almoço com empresários, esta quarta-feira, no Palácio do Freixo, no Porto, justificando que “o Norte é um motor de recuperação também para o BCP”. Sem querer comentar as contas da Caixa Geral de Depósitos ou do Montepio, Nuno Amado sublinhou que “o sistema financeiro português está estável, em termos gerais tem perspetivas positivas, independentemente de uma ou outra dificuldade pontuais”. Presente no almoço, o ministro do Planeamento e Infraestruturas, Pedro Marques, listou os indicadores de recuperação da economia portuguesa que comprovam que “estamos na rota do investimento internacional e os empresários portugueses estão confiantes”, apelando ao setor financeiro, público [CGD] e privado, para que “regresse à concessão de crédito que o país precisa”. 
fonte: Dinheiro Vivo

Desde 2003 que fazer um crédito à habitação não era tão barato

Se estás a pensar comprar uma casa e financiar-te junto da banca este é, sem dúvida, um bom momento. Desde o início de 2003 que contratar um crédito à habitação não era tão barato. Os dados mais recentes do Banco de Portugal (BdP) mostram que a taxa de juro média dos novos empréstimos concedidos a particulares para habitação voltou a descer em janeiro, atingindo o valor mais baixo dos últimos 14 anos.
Com base nos números divulgados pelo banco central, a taxa de juro média dos novos empréstimos concedidos a famílias desceu de 1,83% em dezembro para 1,78% em janeiro, "correspondendo a um novo mínimo da série (janeiro de 2003)".
No que respeita aos novos empréstimos concedidos às empresas, a taxa de juro média foi de 3,12%, superior aos 2,76% registados em dezembro, um aumento que se verificou "em ambos os escalões de operações, acima e abaixo de um milhão de euros", afirma o BdP.
 fonte: Idealista

quarta-feira, 15 de março de 2017

Transferência de IMI para as câmaras vai “criar desigualdades” entre municípios

A decisão do Governo de passar para as autarquias as avaliações de imóveis para efeitos de atribuição de Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI) vai “criar desigualdades e assimetrias de município para município” e coloca em causa “os mais elementares princípios de isenção e de imparcialidade que deverão nortear o funcionamento da máquina fiscal”.
O alerta é deixado pela Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI). Segundo a entidade presidida por Reis Campos, esta mudança, a acontecer, contribuirá para uma “instabilidade fiscal" que terá “implicações imediata nos níveis de confiança”.
O diploma em causa já foi aprovado em Conselho de Ministros e será discutido esta quinta-feira (15 de março) no Parlamento, escreve o Jornal de Negócios. No mesmo, o Governo anuncia que quer “promover a descentralização das competências atualmente exercidas pela administração direta do Estado no âmbito da avaliação do património imobiliário para efeitos fiscais”.
Ou seja, ficará nas mãos das câmaras todo o processo de avaliação dos prédios, fixando o respetivo valor patrimonial tributário (VPT), que serve de base de cálculo do IMI. Uma situação que pode acarretar perigos, referiu Reis Campos, dando como exemplo a possibilidade de, no futuro, a aplicação de critérios diferentes de avaliação entre municípios levar a que os proprietários acabem por ter tratamentos diferentes.
Os zonamentos, que pretendem refletir o valor de mercado dos imóveis, são revistos periodicamente e fixados pela Comissão Nacional de Avaliação de Prédios Urbanos (CNAPU). As câmaras são ouvidas e dão parecer, ainda que este não seja vinculativo. Citado pela publicação, Reis Campos adiantou que “[os zonamentos] têm sido aprovados com a participação dos municípios, mas nem sempre com o seu acordo”, o que “levanta a questão de qual o procedimento que irão adotar quando a competência para a avaliação lhes for atribuída”, abrindo caminho a "desigualdades e assimetrias de município para município”.

ANMP recusa avaliar casas  

Também a Associação Nacional de Municípios Portugueses (ANMP) está contra esta decisão do Executivo de passar para as autarquias a responsabilidade de avaliar as casas para efeitos de IMI. Segundo a TSF, esta decisão não teve votos contra e o presidente Manuel Machado considera que a entidade, que é beneficiária do IMI, não pode decidir sobre o imposto a cobrar, procedendo à avaliação do património para efeitos fiscais.
“[O Conselho Directivo da ANMP entende] por unanimidade que a entidade beneficiária do IMI não pode ser a entidade avaliadora do património sobre o qual incide o imposto municipal”, disse o responsável aos jornalistas. De acordo com Manuel Machado, essa é uma competência que deve ser mantida na Autoridade Tributária (AT). “Os municípios não pretenderam nem pretendem proceder ou assumir a responsabilidade dos imóveis para efeito de cálculo do IMI”, como preconiza a proposta de lei do Governo já enviada para a Assembleia da República, frisou.
O líder da associação adiantou que as câmaras “já participam – e bem – na definição do coeficiente de localização do património” e de “outros aspectos técnicos relevantes”, bem como na disponibilização da respectiva informação à AT.
Não há necessidade de, “no âmbito do processo de descentralização [de competências para as autarquias] ou outro [processo], assumir responsabilidades”, que seriam “susceptíveis de dúvidas e de acusações eventuais de faltas de respeito ao princípio da separação de funções”, concluiu Manuel Machado, adiantando que a ANMP vai “manifestar ao Governo e à Assembleia da República este ponto de vista”.

terça-feira, 14 de março de 2017

Taxa do crédito à habitação só volta a ficar positiva em 2019

A Euribor, o principal indexante utilizado no cálculo da prestação da casa em Portugal, está em valores negativos. Os mercados antecipam que subidas significativas só ocorram dentro de dois anos.

As famílias com crédito à habitação indexado às taxas Euribor vão ter mais algum tempo de folga no que diz respeito à prestação da casa. Nos próximos tempos não são esperadas subidas nos juros e os mercados antecipam mesmo que aumentos significativos, ou seja, os juros acima de 0% só acontece daqui a dois anos.
De acordo com os futuros da Euribor a três meses, apenas em março de 2019 esta taxa interbancária deverá estar em terreno positivo. Os contratos estão a antecipar que esta se situe nos 0,025%. Isto quando atualmente a taxa Euribor a três meses está em terreno negativo nos -0,329%.
As taxas de juro deverão ficar em mínimos históricos durante mais algum tempo. Quem o garante também é o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, e os mercados confirmam essa mesma expectativa.
“Não há para já nenhum perspetiva de que a taxa diretora possa subir num futuro previsível. Aliás, Draghi reforçou a ideia que as taxas se irão manter por um período extenso de tempo após o final das medidas extraordinárias de compra de ativos em mercado secundário” [ler texto ao lado]”, adiantou Filipe Garcia, economista da consultora Informação de Mercados Financeiros (IMF), ao Jornal Económico.
“Mas, olhando para o mercado de futuros, percebe-se que o mercado já começa a antecipar a data expectável para a subida dos juros. Neste momento, o mercado vê a Euribor a 3 meses acima de 0% a partir de março de 2019”, acrescentou o economista da IMF.
Segundo os cálculos do Jornal Económico, caso a Euribor se venha a situar nesses valores dentro de dois anos, poderá significar um aumento de cerca de 16 euros na prestação da casa, face ao pago agora. Isto num empréstimo de 100 mil euros, a 30 anos (sem contabilizar com outras comissões).
“Não obstante a pressão em alta que se verificou nos últimos meses, as taxas Euribor, estão ainda assim em níveis considerados anormalmente baixos e assim deverão permanecer até que as perspectivas sobre as taxas de juro de referência se mantenham em níveis reduzidos”, adiantou Marisa Cabrita, gestora de activos da Orey Financial, ao Jornal Económico.
Mas, se por um lado, a manutenção dos juros em terreno negativo é uma boa notícia para quem tem empréstimos, nomeadamente da casa, já para os aforradores significam taxas de juro menos atrativas.
“As taxas dos depósitos continuarão muito baixas até que o mercado interbancário passe a remunerar as taxas de juro a níveis positivos, o que não parece nada provável nos próximos meses ou até anos” , concluiu o economista da IMF.

fonte: Jornal Economico 

sexta-feira, 10 de março de 2017

Porta 65 vai ajudar a pagar a renda de mais 2140 jovens

Perto de 2.140 jovens vão ter apoio na prestação da renda da casa, por via do Programa Porta 65. A maioria dos futuros inquilinos são de Lisboa e Porto. A ajuda, atribuída pelo Instituto de Habitação e Reabilitação Urbana - IHRU(IHRU), consiste na atribuição de uma percentagem do valor da renda como subvenção mensal, tendo sido beneficiadas as candidaturas que englobam menores e pessoas com deficiência e que se encontrem em localizações especiais. 

Estes jovens candidataram-se durante o período entre 15 de dezembro de 2016 e 10 de janeiro de 2017. Lisboa foi onde se registou grande parte das candidaturas aprovadas (511) seguida do Porto (341) e Aveiro (105). O T2 foi o que mereceu mais candidaturas (933), seguido do T1 (345) e do T3 (94). 

O Programa Porta 65-Jovem, com quatro períodos de candidatura por ano, apoia o arrendamento de habitação para residência permanente, tendo como beneficiários jovens com idade igual ou superior a 18 anos e inferior a 30 anos; Jovens em coabitação; Jovens casais ou em união de facto (um dos elementos pode ter até 32 anos).
Fonte: Idealista News