sexta-feira, 23 de junho de 2017

Prestação média do crédito da casa inalterada há nove meses

Pelo nono mês consecutivo, a prestação média do crédito à habitação ficou inalterada, de acordo com os dados publicados pelo INE, esta quinta-feira. Também a taxa de juro média fixou os mesmos valores. Atingiu os 1,012%. Mas a taxa dos empréstimos realizados nos últimos três meses caiu.
 
"O valor médio da prestação vencida para o conjunto dos contratos de crédito à habitação situou-se, em Maio, em 237 euros, valor que se repete pelo nono mês consecutivo", refere o comunicado do INE.
 
Já nos contratos celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação atingiu os 287 euros, recuando face aos 290 euros atingidos em Abril. "O montante de capital médio em dívida para a totalidade dos contratos aumentou 23 euros em Maio, para 51.535 euros", adianta o INE. Uma evolução que se justifica pelo crescimento das novas operações de crédito realizadas nos últimos meses.
 
Nos contratos celebrados nos últimos três meses, o montante médio do capital em dívida foi de 89.359 euros, o que compara com os 89.805 euros registados em Abril.
 
Já a taxa de juro implícita no crédito à habitação fixou-se em 1,012%, em Maio, mantendo o valor observado em Abril. Nos contratos realizados nos últimos três meses, a taxa de juro implícita passou caiu de 1,675% para 1,660%.
 
Para o destino de financiamento aquisição de habitação, a taxa de juro para o total dos contratos foi 1,030%, mais 0,2 pontos base do que no mês precedente. Nos contratos celebrados mais recentes, a taxa de juro desceu de 1,646% para 1,624%.
 
Fonte: Jornal de Negócios

terça-feira, 20 de junho de 2017

Prestação da casa baixou 50% desde a Troika

A Troika chegou a Portugal em junho de 2011. E muita coisa mudou no setor imobiliário desde o pedido de resgate, nomeadamente no que diz respeito ao crédito à habitação. Em seis anos, de junho de 2011 a junho de 2017, os portugueses pouparam metade da prestação da casa. E os bancos estão agora muito mais disponíveis para emprestar dinheiro.
Os números são esclarecedores. Num financiamento de 200.000 euros a 30 anos a mensalidade baixou cerca de 412 euros. Em causa estão contas realizadas pela plataforma ComparaJá.pt para o Diário de Notícias e para o Dinheiro Vivo.
Segundo as mesmas, no verão de 2011, o spread médio era 3,2% e a Euribor a 12 meses estava nos 2,137% enquanto atualmente os spreads médios rondam os 1,76% e o indexante está a -0,127%. Na prática, por um empréstimo nas mesmas condições, um comprador pagaria ao banco no final do contrato 416.952 euros em 2011 e 268.581 euros agora, ou seja, menos 150.000 euros. Por outro lado, com 200.000 euros compra-se atualmente uma casa mais modesta que há seis anos, conclui a publicação.
“No pico da crise, a Euribor estava bastante mais alta, dada a incerteza nos mercados e a banca atravessava uma altura difícil e, por isso, punha os spreads altos para contrapor os riscos adicionais. Hoje em dia, o BCE tem estado a diminuir os juros para incentivar a economia. As taxas continuam a descer, até porque, apesar da retoma, ainda há muita incerteza política. Isso reflete-se depois numa diminuição no encargo mensal dos consumidores e no aumento do dinheiro disponível para as famílias”, disse Sérgio Pereira, diretor-geral da ComparaJá.pt.
O responsável deixa, no entanto, um aviso: “Muita coisa pode acontecer nos próximos cinco anos. É importante avisar, sobretudo quem está a contratar agora novos créditos com estes juros tão baixos, que quando as taxas subirem as prestações vão ficar mais caras. É preciso fazer cálculos para saber se vão conseguir pagar”.
De referir que nos primeiros quatro meses do ano os bancos concederam 2.339 milhões de euros de crédito à habitação, mais 45% que há um ano. Em abril, no entanto, começaram a apertar de novo a torneira do crédito.
fonte: Idealista News

Deco Alerta: Tudo sobre os seguros a contratar no crédito à habitação

Quando se contrata um crédito habitação as instituições de crédito, poderão solicitar a  contratação de dois seguros: O seguro de vida habitação e o seguro multirriscos habitação.
O seguro de vida tem como principal finalidade proteger os titulares do crédito habitação e a sua família, em caso de morte ou invalidez, mas não é um seguro obrigatório por lei. No entanto,  no credito à habitação a lei prevê que como reforço da garantia, ou seja da hipoteca, a instituição de crédito  possa  solicitar a sua contratação.
Neste caso o capital seguro deve corresponder ao capital em dívida no banco. As seguradoras são obrigadas a atualizar o capital do seguro com a mesma periodicidade da amortização do crédito (regra geral, mensalmente).
O seguro vida, evita a possibilidade de perda da habitação por morte ou invalidez de um dos elementos do agregado, garantindo a liquidação da divida ao Banco e, desta forma, acautela o equilíbrio financeiro das famílias.
Se já tem um empréstimo e quer verificar se compensa transferir o seguro de vida para uma outra seguradora deve começar por  perguntar ao banco qual o efeito da mudança. Tudo depende do contrato que assinou e caso passe por um aumento do spread, peça o novo valor e uma simulação da nova prestação. Atenção: o banco só pode agravar o spreadse tal estiver previsto no contrato.
Quando se compra um imóvel em regime de propriedade horizontal os compradores são obrigados por lei, a contratar um seguro de incêndio, para protege o imóvel dos danos causados pelo incêndio, por norma o banco exige a contratação do seguro multirriscos, por se tratar de um seguro mais abrangente, que inclui coberturas tais como: danos causados por incêndios, inundações, roubo, aluimento de terras e tempestades, entre outros.
Se está a pensar em contratar um seguro de vida e um seguro multirriscos deverá considerar os seguintes aspetos:
  • quais as coberturas;
  • quais as exclusões;
  • as franquias, se existirem;
  • qual o capital seguro;
  • e qual o valor do  prémio.
Para ter a certeza que escolhe o melhor seguro de vida e o melhor seguro multirriscos, deverá fazer várias simulações.
Para finalizar, lembre-se, que o principal objetivo da contratação destes seguros é garantir maior proteção e segurança a si e à sua família no caso de ocorrer algum   imprevisto
fonte:Deco

António Costa elege políticas para habitação acessível como "nova prioridade"

O secretário-geral do PS e primeiro-ministro elegeu este sábado como "nova prioridade" a criação de políticas públicas para uma habitação acessível, que permita conjugar a residência nos centros das cidades, e o seu rejuvenescimento, com o turismo.

Na abertura da reunião da Comissão Nacional do PS, num hotel de Lisboa, António Costa defendeu também que Portugal tem de começar a preparar-se já para o próximo ciclo de fundos comunitários, que sucederá ao Portugal 2020, e considerou que se deve "procurar consensualizar" no parlamento "a visão" para esse quadro de apoio.

No seu discurso, o secretário-geral do PS falou nas remunerações no sector público, a propósito da melhoria dos serviços de educação e saúde, sustentando que "não basta investir nos profissionais", é preciso também "fazer os investimentos que estão previstos" neste sectores, mas considerou que "é prioritário para a modernização do Estado desbloquear carreiras".

"A par da educação e da saúde, a habitação é hoje uma questão crucial", afirmou, defendendo que "essa tem de ser uma nova prioridade que tem de mobilizar as autarquias, que tem de mobilizar os sectores sociais, que tem de mobilizar também o Estado".

Segundo o primeiro-ministro, o Estado "não pode ter esgotado a sua política de habitação nos anos 90 na erradicação das barracas" e "tem de perceber que, tal como acontece em toda a Europa desenvolvida, o acesso à habitação exige políticas públicas".

No seu entender, a política de habitação "nas últimas décadas esteve muito desvalorizada" e actualmente "é absolutamente chave para as novas gerações". "O país durante décadas resolveu artificialmente o problema da habitação, primeiro com o congelamento das rendas, e depois com o crédito fácil. Ora, nós não podemos resolver o problema da habitação nem por via do endividamento das famílias, que são obrigadas a comprar casa recorrendo ao crédito, nem por via do congelamento das rendas", advogou.

António Costa disse não pôr em causa a liberalização do mercado, mas insistiu que é essencial, como acontece noutros países europeus, criar políticas públicas "para que a classe média e em especial novas gerações possam ter efectivamente condições de aceder à habitação a custos que sejam acessíveis".

"Isso é aquilo que nos permite, aliás, resolver de forma inteligente e positiva o equilíbrio que tem de ser assegurado nas cidades", acrescentou.

De acordo com o primeiro-ministro, esse "equilíbrio" não deve excluir residentes nem turistas dos centros urbanos. "A alternativa não é acabar com os turistas para que vivam os locais. Não, é criar condições, a par do turismo, para termos habitação acessível, para que os centros das cidades sejam efectivamente vivos e possam ser rejuvenescidos pelas novas gerações", afirmou.

Nesta intervenção de cerca de 20 minutos, que foi aberta aos jornalistas, António Costa apontou a preparação do "Portugal pós-2020" como "outra tarefa pela frente", declarando: "Para arrancar logo em 2020 temos de ter as coisas todas devidamente preparadas dentro de casa em 2019".

"E para as termos preparadas em 2019, nós temos, em 2018, de trabalhar com os autarcas que vão ser eleitos em Outubro, trabalhar com os parceiros sociais, trabalhar com os agentes económicos e procurar consensualizar, dentro da Assembleia da República, aquilo que deve ser a visão do Portugal pós-2020", considerou.

O primeiro-ministro defendeu que a estratégia portuguesa em relação a esse quadro comunitário passa pela aposta "em dois valores essenciais: inovação, qualificação dos recursos humanos".
 
Fonte: PUBLICO.PT

quarta-feira, 14 de junho de 2017

Euribor estável a três meses e volta a cair a 6, 9 e 12 meses para mínimos históricos

A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação e que entrou em terreno negativo pela primeira vez em 06 de novembro de 2015, desceu hoje para -0,270%, contra -0,266% da sessão anterior e um novo mínimo de sempre.

No prazo de nove meses, a taxa também caiu hoje para -0,202%, face aos -0,198% de segunda-feira, e também um mínimo de sempre.

Depois de ter sido fixada em valores negativos entre 27 de novembro e 03 de dezembro de 2015, a Euribor a nove meses voltou para níveis abaixo de zero em 07 de janeiro de 2016, nos quais se tem mantido desde então.

No prazo de 12 meses, a taxa Euribor, que desceu para valores abaixo de zero pela primeira vez em 05 de fevereiro de 2015, também caiu para um novo mínimo de sempre, de -0,149%, contra -0,147% da sessão da véspera.

A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de abril de 2015, manteve-se hoje nos -0,331%, face a segunda-feira, contra o atual mínimo de sempre, de -0,332%, registado pela primeira vez em 10 de abril.

As Euribor são fixadas pela média das taxas às quais um conjunto de 57 bancos da zona euro está disposto a emprestar dinheiro entre si no mercado interbancário.
 
Fonte: Diário de Notícias

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Crédito à habitação com taxa fixa não compensa

É a grande aposta da banca em Portugal nos últimos meses para o crédito à habitação. As propostas com taxa de juro fixa — e não com taxa variável indexada à Euribor, como tem sido a regra em Portugal — estão a aumentar. Sinal disso: um terço dos novos contratos no primeiro trimestre foram com taxa fixa. O argumento apresentado pela banca aos consumidores é claro: as taxas Euribor estão em mínimos históricos, a situação não vai durar e, quando começarem a subir, as prestações vão ficar mais caras nos créditos com taxa de juro variável. A taxa fixa protege-os desse risco.
Mas será que vale a pena? Nuno Rico, economista da Deco Proteste, acha que não. “As propostas no mercado não são competitivas”, afirma, considerando que “a banca virou-se para esta solução para conseguir maior rentabilidade”. Pelas contas do Expresso, a conclusão é a mesma. Comparámos o custo para o consumidor de um crédito com taxa de juro fixa a cinco anos (considerando uma taxa de 0,3113%, a média dos valores anunciados nos preçários dos maiores bancos que têm crédito à habitação com taxa fixa a cinco anos) com um crédito com taxa de juro variável.
Para quem tem empréstimos já em pagamento indexados à Euribor, por exemplo, a três meses, não faz sentido mudar para taxa fixa. Isto porque a expectativa do mercado — que, atenção, pode mudar a qualquer momento — é de que só na primavera de 2021 o valor da Euribor a três meses atinja esse valor ‘médio’ da taxa fixa. Ou seja, quase no final do prazo de cinco anos.
Para quem quer contratar agora um empréstimo, a única opção de taxa variável disponibilizada pelos maiores bancos é indexar à Euribor a 12 meses. Aqui, a comparação é mais difícil, porque não há no mercado futuros sobre a Euribor a 12 meses. O Expresso recorreu às estimativas da consultora Informação de Mercados Financeiros para a evolução desta taxa e chegou à conclusão de que a taxa de juro variável continua a ser mais vantajosa do que contratar um crédito com taxa fixa a cinco anos. Tendo em conta um empréstimo a 30 anos com um spread de 1,75 pontos percentuais, a opção pela taxa variável custa menos €539 a €5395 nesse período de cinco anos para créditos de €100 mil a €1 milhão.

COBRAR PELA SEGURANÇA

Há dois grandes problemas com as propostas com taxa fixa no mercado. Primeiro, os bancos cobram um prémio pela segurança que dão ao cliente. A banca financia-se tendo como referência juros negativos, recorrendo aos swaps de taxa de juro para trocar valores indexados às Euribor por montantes fixos. Mas as taxas fixas que cobram — e a que é preciso somar o spread — são quase sempre superiores às taxas swap. A exceção, entre os maiores bancos, é o Santander Totta.
Segundo, o período máximo em que o cliente pode fixar a taxa — ou seja, em que a prestação se mantém constante — não abrange, em regra, o prazo médio dos créditos à habitação, que em Portugal é de 30 anos. Entre os cinco maiores bancos em Portugal, só o BPI disponibiliza esse prazo. Segue-se a CGD, com 25 anos, o Novo Banco, com 15 anos, o Millennium bcp, com 10 anos, e o Santander Totta, com cinco anos. Terminado esse período, passa a ser aplicada a taxa variável indexada à Euribor. Tradução: o cliente fica sujeito às condições que vigorarem no mercado nessa altura.

fonte: Expresso

quinta-feira, 8 de junho de 2017

Governo admite linha de 50 milhões para reabilitar habitação a transferir para municípios

"O Estado admite uma linha de financiamento com o Banco Europeu de Investimento (BEI) ou através do Orçamento do Estado [para] criar meios para que os municípios, nestes casos, possam proceder à reabilitação", disse hoje o secretário de Estado-Adjunto e do Ambiente no parlamento, quando questionado pelo PSD sobre quem iria pagar a reabilitação dos imóveis de habitação social que o Governo pretende transferir para os municípios e que ainda não foram reabilitados.

"Nós estimamos que no país todo sejam necessários ainda 50 milhões de euros para reabilitar o que falta reabilitar da habitação social do Estado", acrescentou.

José Mendes foi hoje ouvido no parlamento no âmbito do grupo de trabalho que está a analisar o pacote legislativo da transferência de competências para as autarquias, numa sessão onde só compareceram PS e PSD.

O Governo está a preparar um conjunto de diplomas para passar para os municípios a competência da gestão dos programas de apoio ao arrendamento urbano e também à reabilitação urbana, bem como da propriedade e da gestão dos imóveis destinados à habitação social que integram o parque habitacional da habitação direta e indireta do Estado.

O PSD lembrou que os municípios já desempenham muitas funções na área da habitação e questionou o governante acerca dos termos das competências na área da habitação e também sobre quem vai pagar as obras necessárias e os empréstimos já contraídos para a reabilitação dos imóveis a transferir.

De acordo com o governante, a ideia é que esta gestão seja descentralizada nos municípios, "embora o desenho e o acompanhamento de parte destes programas de apoio à habitação e ao arrendamento careçam de alguma intervenção nacional, porque são programas nacionais".

José Mendes destacou a complexidade do processo de transferência da propriedade da gestão dos bens imóveis que estão no Estado central, que têm de ser classificados "de acordo com os ónus que sobre eles impedem"

"Há intervenções feitas com fundos do BEI, há ónus que estão associados a todos esses bens imóveis e todos esses fogos de habitação social e, portanto, é necessário classificar e ver em que termos e a possibilidade real de como que se pode fazer essa transferência, quer da propriedade quer da gestão para os municípios", esclareceu, realçando que "as situações concretas têm de ser resolvidas uma a uma".

No total, o IHRU é proprietário de 12.291 fogos, a que acrescem 1.258 frações não habitacionais integradas nos edifícios.

"O que está aqui em causa é sobretudo estes 12.291 fogos de habitação social, em que as rendas que as pessoas pagam são calculadas em função do rendimento familiar e não em função das características do fogo", explicou.

Em 4.349 (cerca de 36%) destes imóveis, nos quais foi feita reabilitação através de verbas concedidas pelo BEI, "o que se pretende é que, havendo transferência, os municípios se encarreguem de, até 2025, através do IHRU, pagar o empréstimo, porque recebem também as rendas".

"Grosso modo, por ano o IHRU tem cerca de sete milhões de euros de rendas e, numa conta simples, dois milhões de euros de obrigações em relação ao BEI nos cerca de oito anos que faltam. Penso que há condições para transferir grande parte desta habitação social", considerou.

Excluídos das transferências para os municípios estão os fogos geridos pelo IHRU que são património da segurança social, "cujas receitas das rendas estão consignadas ao fundo de estabilização financeira da Segurança Social, que por lei não pode perder esta receita", salientou.
 
Fonte: Diário de Notícias